SOU FELIZ COM O QUE EU FAÇO?

Sou feliz com o que faço

SOU FELIZ COM O QUE EU FAÇO?
Por Guilherme Martinelli | Coach Profissional e Executivo

Me sinto deprimido no domingo à noite? Na segunda de manhã despertador toca e o meu estômago embrulha seguido de um desagradável frio na barriga? Amo a sexta e odeio a segunda-feira?

Respondendo estas simples perguntas você poderá refletir e notar que está chegando na seguinte conclusão: preciso de um novo rumo na minha carreira! Constatar isto e aceitar que a carreira que escolhi seguir na minha vida não me faz feliz é bem difícil. Mais difícil ainda é encontrar novos caminhos a serem trilhados, enfim, um novo norte. Mas essa é a maior dificuldade da grande maioria das pessoas que estão passando por isto.

Redirecionar a carreira exige de nós momentos de reflexão sobre qual é o verdadeiro significado do trabalho para nós mesmos. Onde queremos chegar com o que fazemos ou vamos fazer? De que forma isso contribui para a melhoria da sociedade?

O ISMA – International Stress Management Association – fez uma pesquisa em 2012 no Brasil e revelou números alarmantes relacionados à insatisfação no trabalho que impedem a conquista dos fatores mais importantes das pessoas que é a busca pelo sucesso e pela felicidade. Veja os números a seguir e faça uma reflexão para identificar se você está inserido neste quadro:

  • 82% dos profissionais pesquisados apresentavam traços de ansiedade em diversos graus. O resultado surpreendeu os      pesquisadores, que esperavam no máximo 60% – o que já é um índice alto.
  • 65% dos entrevistados consideravam seu nível de estresse de regular a péssimo. Para 58%, o trabalho foi indicado      como maior fonte de estresse em sua vida e 48% se dizem sobrecarregados de tarefas.
  • 10% das pessoas ouvidas afirmaram sentir-se deprimidas. Entre as causas apontadas por elas, ficaram em primeiro     lugar as relacionadas a situações do trabalho como: demissão, mudanças na empresa, perda de cargo e falta de       perspectiva profissional.
  • 30% dos pesquisados disseram sofrer de burnout, esgotamento físico e mental causados pelas pressões no trabalho.
  • 38% dos entrevistados revelaram que evitam tirar férias por medo que decisões importantes sejam tomadas durante      sua ausência, medo de serem transferidos de cargo ou demitidos.

Dados da pesquisa realizada pelo ISMA em 2014 apontaram os seguintes dados:

  • 72% estão insatisfeitos com o trabalho
  • 89% mencionaram desequilíbrio entre esforço e gratidão ( falta de reconhecimento )
  • 78% falta de tempo ( longa jornada/excesso de tarefas )
  • 63% apontaram problemas de relacionamento ( relacionamentos interpessoais )

Outra pesquisa recente da revista Exame em conjunto com a revista Você S/A demonstrou que 80% dos brasileiros não estão altamente motivados em seus trabalhos, isto demonstra de forma gritante que as pessoas não estão felizes nas suas carreiras e desejam mudanças.

Porém, antes de rasgar o seu diploma, considere todos os campos de atuação e possibilidades dentro da sua profissão. Mudanças de carreira dentro de uma mesma profissão são saudáveis e ampliam o seu escopo de atuação. Se você quer mudar e não enxerga nenhuma possibilidade dentro da sua atual profissão, é sinal de que a mudança pode ser mais radical.

A famosa frase: “Nunca é tarde para mudar” se aplica perfeitamente neste contexto e é totalmente verdadeira. Diante desta situação entra o coach cuja função é auxiliar o coachee (cliente) neste processo. Juntos vão analisar o que verdadeiramente se adequa mais ao seu perfil, fazendo um estudo sobre o que o mercado pode oferecer e o que ele pode oferecer ao mercado. A medida que o processo de coaching caminha, o coachee consegue visualizar mais próximo de si o que de fato vai fazê-lo feliz profissionalmente e isso fará com que ele tenha mais força e coragem e menos medo de embarcar de corpo e alma nas mudanças positivas que estão por vir.

O coach tem o papel de ajudar o coachee a alcançar com maestria o seu estado desejado, mesmo que no meio do caminho o coachee queira desistir. O coach fará com que ele sinta que é possível de fato realizar seus sonhos e objetivos, independentemente dos desafios que tenha que superar. Lidar com medos, ansiedades e sabotadores internos também faz parte e cabe ao coach utilizar técnicas para que o coachee tenha calma e saiba que o redirecionamento de carreira não ocorre de um dia para o outro, mas sim gradativamente.

O mais importante é você acreditar que é possível. Vai perceber que muita gente já está dando este passo. Você também pode!

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